Oh mãe!
Na estrada passeio o meu destino, por entre as rochas e as montanhas desta ilha…. e no romper dessas montanhas saltam os filhos sedentos do progresso que tanto os assusta. A cada passagem aclama-se a vertiginosa sensação voluptuosa do romper ventroso.
Esse romper ventroso, fruto de toda a natureza, aclama agora nas cabeças dos habitantes destas montanhas fervorosas.
É nesse fervor que se ouve o susurrar momentaneo de um ser ainda oculto (ou talvez não):
”… que quente é o escuro. Que paz de sítio. Que suave é o toque da tua mão, que carinho tão especial. Hum!… como me fazes sentir mãe. Mãe, mas porque é que eu tenho que te chamar mãe? AH!!! Já sei é esse o nome que se dá aquela pessoa que nos faz carinhos e que nos ama……
Amor……!!!!!!
AI!AI! Mas que barulho estranho esse…. o que se passa aí fora…. Au… esses toques não são carinhos, estás-me a bater? A tua respiração é tão forte. é tão ofegante, que se passa mãe…. mãe estou a ficar com um ronronar estranho aqui dentro do meu corpo…. isto, geralmente, termina assim que me alimento
Que confusão é essa? Assaltou o quê? O que é assaltar, mãe?
UUUFFFF….. mãe não me tires daqui, deixa-me ficar no teu resguardo, sinto-me mal, mãe. Essa coisa aí é estranha, só confusão, só barulho.
Está a ficar tanto frio, estou a ficar….. hum… não sei….. Oh mãe!
As montanhas recriminar-te-ão pelo que fizeste mãe. Mas eu compreendo a tua opção
Sinto-me tão bem aqui no infindável horizonte paradisiaco. Se algum dia me tivesses deixado viver na podridão, na qual tu estavas metida, nunca te perdoaria. Assim, habito ao lado dos mais belos seres puros da natureza.
Só tenho pena de ti mãe! Viajaste por esse além fora sem conseguires aproveitar o resto da tua vida, por causa, do que os outros pensam e ajuízam sobre pessoas como tu…. Eu vou lutar para que não aconteça a nenhuma mãe, aquilo que te aconteceu a ti…… Ah! Mãe! Disseram-me que o meu destino era ser infeliz para sempre aí nessa confusão……
Oh mãe! Obrigado!
…..”
O fervor destas emoções aclama: O sim no dia do julgamento!!!
Na estrada da ilha,
Nuno Santos
Orlando Says:
Cá estás tu de novo com os teus textos!!!
E, muito honestamente, que texto!
Tal como já te tinha dito pelo msn, está fabuloso!
Aprecio a forma como retiras as palavras do seu contexto usual e as aplicas num novo universo.
Acho piada a forma enrodilhada como constróis as frases. Obrigas o leitor a pensar. Não lhes dás a compreensão de mão beijada.
Abraço
Miguel Says:
ehhh pah…. olha adorei o texto apesar de n ter o raciocinio td pa perceber-lo bem tb e do tipo de texto pa alguem culto como tu. Nao sabia que tinha um cunhado com esse dom ou entao eu sou mesmo alguem sem cultura parabens Nuno es como meu mano tenho muito orgulho de dizer que foi escrito pelo meu cunhado