June 18, 2007 - Posted by Na Estrada- 1 Comment
Turbilham as vozes.
Soam os sons,
Cada vez mais fortes
Disparam o seu agrado.
Foges por entre as nuvens matinais.
Para tras ficam elas.
Serenas e distantes
Tranquilas e frias.
O peso dos olhos
Procura não ceder.
Ficas despido
Desmorona-se a rotina
E o desconhecido
APodera-se do medo
Estremecem vezes sem conta
As mãos que suavemente
te acariciam.
E ficam, assim, sem mais nem menos
inoperantes.
Apertam a saudade
Até que um dia se libertem
As mãos trémulas.
Nuno
Na estrada da Ilha.
June 15, 2007 - Posted by Na Estrada- 1 Comment
Não.
Não quero mais ser eu.
Estou cansado.
Ser actor…
Ser uma multidão
E não ser ninguém.
Ter mil nomes
E não saber como me chamo.
Ter mil disfarces
E vestir sempre a mesma figura.
Não.
Não quero mais ser eu.
Estou cansado.
Estou cansado desta luta
Sem origem nem término.
De calcorrear sozinho
Cada poro da minha solidão.
De enfrentar sem espada
Um Circo Romano.
De enfrentar as lágrimas
De lágrimas nas mãos.
Não.
Não quero.
Não quero mais ser eu.
Estou cansado
Quero ser actor…
Colaborador Anónimo